domingo, 15 de Novembro de 2009

A caminho do purgatório – 017

Receita de fim-de-semana:

4 Bolachas com recheio
1 Fatia de bolo de noz
1 Miniatura de queque simples
1 Miniatura de queque de chocolate
1 Miniatura de bolo recheado com doce de cereja
1 Crepe de chocolate
½ Travesseiro de Sintra
+
1 Chocolate Quente

Será isto, sinónimo de carência de alguma coisa?

(Amanhã só saio do ginásio, quando o mesmo estiver quase a fechar!)

sábado, 14 de Novembro de 2009

Crise no Paraíso - Sábados

Tenho que ir vestir-me para sair. Mas… não me apetece nada. E o banho de água fria que tomei, também não ajuda.
Hoje apetecia-me fugir. Pegar numa mochila e sentir o mundo. Já começa a ser uma imagem recorrente, mas talvez a minha vida só tenha sentido aí. Tornar-me errante, barbudo e com os meus olhos esbugalhados, perder-me por realidades que não sejam a minha. Tudo isto seria mais fácil, se soubesse para onde quero ir. O que quero fazer. Com quem quero estar.
Revolto-me por querer tanto, e ao mesmo tempo, contentar-me com tão pouco. Mas no fundo, apenas gostava de voltar a sonhar. De acreditar em contos de fadas e em cenários cor-de-rosa. Protagonizar aventuras mil, dignas de serem registadas em bandas desenhadas intemporais. Gostava de ser hercúleo, e realizar as tais tarefas dignas de um semi-deus. Queria, porque queria, ser teimosamente feliz. Queria não. Ainda quero. Mas não sei como.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Acompanhado no Paraíso – 006

Estou cansado. Mas mesmo assim, prometi a amigos que ia. Vou! Logo, estarei nas Docas! Mas a vontade que tenho é de dormir. Dormir e dormir. Até amanhã.

Conclusões do Paraíso – 016

Resposta a uma mensagem provocante:

“A indecisão é partilhada. Já a dúvida, é coisa humana.”

Busca no paraíso - 027

Conheci uma pessoa. Muita conversa se esboçou, querendo processar um resumo da vida. Biografámos cada detalhe exclusivo. E fizemo-lo, como que se fosse importante saber a minha opinião, a tua maneira de ser e os nossos valores. Foi agradável. Mas não significa porém, que me considere solteiro. Não sei. Parece que há qualquer coisa, cá por dentro, que invalida esse estado. No fundo fazes-me falta. E eu sei isso. Mas ao mesmo tempo, também sei, que acabou.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Fragmentos do paraíso - 017

Ele gostava Dele. E Ele despertava a libido Dela. Ignorante, a paixão Dele era registada em nome Dela. E tudo isto gerava um confuso jogo sentimental, que apenas demonstra a dimensão ridícula, a que nos submetemos.
De facto, Ele vivia obcecado pela presença Dele. E Dela só queria distância. Despeitada, não percebia o porquê, e rogava pragas contínuas, esperando que um dia, qualquer dia, Ele acordasse e visse que era Dela que gostava.
O amor Dele sobrepunha-se a tudo, até à indiferença Dela. Dele, apenas brotavam suspiros enamorados, querendo mais e mais, juntando todos os pequenos gestos Dela, confundidos com apreço, de modo a construir qualquer coisa grandiosa. Ele não percebia. Não conseguia entender os motivos Dele. Nem Dela.
E o que aqui escapava, ou o que aqui não servia de compreensão, é que nem sempre a reciprocidade existe. E por vezes, a sucessão de “gostares” não é encadeada de maneira lógica, nem compreensível. O Ele, o Dele e o Dela provocam-se sozinhos, na esperança que o Ele, o Dele, ou o Dela abram os olhos, despertando para o amor oferecido, assumindo que é aquilo… que realmente não querem.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Sozinho no paraíso – 030

É completamente idiota, dizer-te que uma viagem de balão ou uma faixa desenhada na cauda de um avião, fariam-me ganhar novamente confiança. É mentira. Basta ler aqui o fim de 2007, para perceber o quanto me magoaste. O quanto sofri. Portanto, nada há a fazer. Nunca seremos mais, do que aquilo que estou a tentar construir contigo agora. Uma amizade toldada na tua essência. E tudo isto para quê? Para provar-me que sou capaz de ultrapassar os males de amor.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Busca no paraíso - 026

O que é ser verdadeiro? Será dizermos tudo, o que nos passa pela mente? Ou será cozinhar discursos, envolvendo-os em mel de falácias? Ou será ainda, a transmissão autónoma de sentimentos, alheados do mundo, como se tivéssemos a falar diante da nossa imagem, invertidamente reflectida?
Aquilo que penso, é que a verdade não existe. Logo, a essência de ser verdadeiro também não. Considero apenas, que existem várias realidades, personificadas por cada opinião que formulamos, e que colidem ou não, com as dos outros. Existem sim, interpretações do que é, ou da sua probabilidade, baseadas no escalonamento dos nossos valores.
Portanto, a dita “verdade” não é aferida da mesma forma por cada um de nós, e assim, podemos alternar, diferenciadamente, sobre se a pessoa A é, ou não verdadeira (ou real?).
Tudo o que se pretende, ou pelo menos aquilo que eu busco, é que as pessoas sejam, o que querem ser, e daí, logo retiro os pontos coincidentes com os meus, e as perspectivas desenhadas em pontos de fuga, que culminam no mesmo fim.
Ser verdadeiro, acaba então por se transformar em mais um cliché utilizado por nós, para tentar criar (quem sabe?), a ilusão que poderemos ser infinitamente felizes.

Sozinho no paraíso – 029

No decurso da nossa conversa, em que referi ter saudades tuas, convictamente afirmaste: “não há lutos para ninguém”. Talvez. E assim, resolvi seguir o teu alvitre.
Aliás, como já me disseram, estou de novo no mercado. E não sentindo isso, sei que para todos os efeitos, estou. Mas a verdade, é que não anexo aquela necessidade de conhecer pessoas para namoro, ou falando num plano mais físico, para sexo. Não… não estou a esconder matéria, nem tão pouco estou a desenhar uma imagem casta. E prova disso, é que tenho falado com algumas pessoas e pela primeira vez, a coisa tem fluido sem interesse ou sem querer provar algo a alguém (da minha parte). Estou literalmente, a “cagar-me” para novos relacionamentos. E a vontade que tenho é gritar; “nunca mais quero namoros”, mas se o fizer, já sei que a vida irá vingar-se. E como não quero dar-lhe razão, apenas digo: não estou interessado em mais nada, a não ser falar. E muito.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Conclusões do Paraíso – 015

Se houve alguém, que tenha dito que só se gosta de homens cabrões e maus, esse alguém, terá razão.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Compromisso com o Paraíso – 014

Não fiquei indiferente. Claro que não. Fiquei triste. Quando criamos um projecto e investimos, é porque queremos que dê certo. Quando não dá, fica sempre aquela sensação de falhanço e de que não se conseguiu atingir os objectivos. Mas… por vezes temos que parar, para recomeçar. Seja o que for.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Sozinho no paraíso – 028

Cumprir os desígnios da vida é complicado. Percebê-los é impossível. Mas o que mais custa é não ficar indiferente. É ser impulsivo conscientemente e incrivelmente impávido nas horas vivas.
Talvez aquilo que nos mova, se traduza apenas no acessório, ficando aquilo que verdadeiramente importa guardado para as sessões de arrependimento e confissão, minutos antes de morrer.
E adquirindo tudo isto, ficamos pendentes de acontecimentos discriminatórios. Então porque teimamos viver de falácias?

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Conclusões do Paraíso – 015

Não tenho tempo, para outra pessoa na minha vida.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Sozinho no paraíso – 027

E o que vem agora? Descanso. E liberdade de fazer o que quiser, como quiser e quando quiser.

Compromisso com o Paraíso – 013

Finito.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Crise no Paraíso - Amizades

As pessoas são livres de me ignorar, e em última instância deixar de falar comigo. Mas esse direito é recíproco. E a falta de paciência também.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Crise no Paraíso - Sombras

Cada vez mais, sinto-me a afastar daquela pessoa que sempre quis ser. Torno-me num assassino. Num traidor. Num cabrão, que acha justificações plausíveis em tudo. Mato sem piedade. Tranco as verdades numa cave, e minto. Sorrio sem pudor, gozando tortura alheia. Não sei o que se passa. Talvez esteja a revelar o meu lado mau, que talvez me defina. Talvez faça reflectir a filha da puta da vida, que cada vez mais se mostra injusta. Talvez desculpe a minha fraca figura e as minhas indecisões.
Seja como for, estou deserto de ser apanhado. E ao ver este filme na RTP1, transporto-me para a personagem da Jodie Foster. Creio ser aquela ceifeira isenta de consciência, arrependimento, que vive do medo da própria sombra.

“Não há forma de regressar... à outra pessoa.”